quinta-feira, 31 de maio de 2012


"Ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis."

sexta-feira, 27 de abril de 2012


Encontro (Maria Gadú)


Sai de si
Vem curar teu mal
Te transbordo em som
Poe juizo em mim
Teu olhar me tirou daqui
Ampliou meu ser
Quero um pouco mais
Não tudo
Pra gente não perder a graça no escuro
No fundo
Pode ser até pouquinho
Sendo só pra mim sim
Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir
Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você
Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir
Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Não, não somos amantes!

Somos amigos. Amigos sinceros, que se gosta, que cuidam um do outro, e se preocupam... Mas esse carinho, essa amizade, que vem de longa data, por vezes é tão forte, é tão urgente, tão pulsante, que não nos basta saber que um está bem... Queremos mais. Há uma necessidade um pelo outro, e esse querer de amizade invade todo o nosso ser, e essa amizade é tão pulsante que precisamos um do outro, num frenesi que não nos basta só o toque, queremos o gozo completo da sensação de estar junto, um no outro, em um rompante.
Isso sempre será amizade, uma amizade profunda e insaciável do desejo do outro, pelo seu, e do seu, pelo outro, e nos amamos como selvagens amigos amáveis....

Autoria desconhecida.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Sonhos...

Eu sei que não sou nada e que talvez nunca tenha tudo. Aparte isso, eu tenho em mim todos os sonhos do mundo. Fernando Pessoa

Passou o dia estudando.
Perceber que há quem construa castelos de sonhos
forjados em auto-enganos deixou-a meio arredia.
Focou-se nos livros,
E sua ciência desenvolveu-se sem nenhuma reflexão.
Não havia o que refletir.
Castelos são feitos de tijolos com a sobreposição de peças à escolha do engenheiro.
Com a lógica matemática que não percebe o elemento humano.
Trabalha com ângulos que impedem a queda
e esquecem que o tempo desgasta qualquer matéria.
Preferia ter passado a tarde na beira do mar.
Lá os peixes estão imersos, mas continuam a respirar.
Não há ligações nessas horas.
O telefone não toca. E passa a ser uma presença indesejável.
Então ela passa a tarde estudando.
Escutando a trilha sonora de um dos últimos filmes que assistiu no cinema.
E pensa que seria muito agradável a explicação para composição de personagens que aprendeu na escola.
Explicar tudo pelo falo, não, pela fala,
(pequeno ato-falho)
seria muito mais fácil.
Igual a construir castelos de sonhos com cálculos matemáticos.
Mas se lembrou que dormia nas aulas de geometria.

E lembrou-se também da pergunta feita por uma taxista.
Se teria sido melhor ignorar a mentira da época
pra estar com aquilo que um dia sonhou.
E percebeu a resposta no telefone mudo
que silenciava a vontade gritante de disfazer o auto-engano de uma pessoa querida.
Porque é melhor se perder de vez em quando dos sonhos
do que ter um castelo inteiro arruinado anos depois.
Castelos são do tempo dos cavaleiros,
e eles parecem estar em falta no século XXI.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Nenhum homem respeita  uma mulher que pensa nele, antes de pensar nela...

As exigências

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa...